Meta a gente busca
Caminho a gente acha
Desafio a gente enfrenta
Vida a gente inventa
Saudade a gente mata
Sonho...
A gente realiza
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
A sociedade contemporânea passa por expressivas transformações
de caráter social, político e econômico, originadas
nos pressupostos neoliberais e na globalização que
têm norteado as políticas governamentais em todas
as esferas.
Neste contexto em constante mutação, surgem questionamentos
junto aos educadores e demais agentes escolares: Qual o papel
social da escola? Qual a melhor forma de organizar o trabalho
pedagógico?
O PAPEL SOCIAL DA ESCOLA
O espaço escolar marca a vida de todo cidadão,
já que o nosso modelo de sociedade necessariamente passa
pelo aprendizado sistematizado. Sem desconsiderar as aprendizagens
recebidas informalmente através das trocas sociais, a escola
tem um papel de realce, enquanto responsável por grande
parte das atividades e dos conhecimentos humanos.
É a responsável pela promoção do
desenvolvimento do cidadão, no sentido pleno da palavra.
A ela cabe definir-se pelo tipo de cidadão que deseja formar
para que seja atuante na sociedade em que se insere e cabe-lhe,
também, definir planos, metas e objetivos que julga necessários
para que esse cidadão possa ser capaz de provocar mudanças
significativas nessa mesma sociedade.
VITA ET PAX
O Vita et Pax opta por trabalhar no sentido
de formar cidadãos conscientes, capazes de compreender,
criticar e modificar a realidade, buscando a superação
das desigualdades sociais, promotores do respeito, da fraternidade,
da solidariedade, da vida e da paz.
Assim, por assumir a responsabilidade de atuar na transformação
e na busca do desenvolvimento social, o projeto político-pedagógico
ultrapassa a mera elaboração de planos. Lidando
com a mobilidade do humano, o projeto político-pedagógico
é um processo alicerçado em elementos estruturantes,
em práticas pedagógicas, em experiências educativas
que têm repercussão no crescimento pessoal, na legitimação
da cidadania, na vida profissional do educando; é fruto
da interação entre objetivos e prioridades estabelecidas
pela coletividade; é um trabalho que exige o comprometimento
de todos os envolvidos: professores, equipe técnica, alunos,
família e a comunidade como um todo; é algo que
se vai construindo aos poucos, revendo, avaliando, discutindo
sobre acertos e falhas, pretendendo sempre uma melhoria do trabalho
de modo a transformar a escola num centro de excelência
educacional.
Nessa perspectiva, é importante ressaltar que um dos elementos
essenciais ao desenvolvimento de uma prática pedagógica
produtiva é o compartilhamento com a família. Ainda
que pais e alunos não tenham um peso decisivo no que diz
respeito aos conteúdos escolares (determinados por órgãos
governamentais), eles têm muito a sugerir, uma vez que o
projeto político-pedagógico transcende os conteúdos
a serem ministrados pelos professores. A participação
de pais e alunos é importante porque reflete suas preocupações
e aspirações sobre a escola que desejam.
É no encontro, e na troca de idéias, que se estabelecem
objetivos e metas que levam os interessados a condutas compatíveis
que desenvolvam ao máximo as potencialidades das crianças
e dos adolescentes.
REFERENCIAL
Nossa concepção de ensino/aprendizagem está
fundamentada na ação/reflexão de uma aprendizagem
significativa que estabelece relações entre o que
se aprende/ensina e as situações do cotidiano e
as vivências singulares de cada educando. Assim, consideramos
a criança e o adolescente, sujeitos ativos, únicos,
que criam, possuem inventividade, pensam conforme sua lógica,
expõem pontos de vista. A escuta dessas vozes é
um elemento favorável ao trabalho desenvolvido, facilita
a compreensão e o atendimento de suas necessidades bio-psico-sociais.
A qualidade do ensino se concretiza, no Vita et Pax,
no planejamento de conteúdos significativos, que vão
além dos conceitos e fatos de cada disciplina, e nos quais
se inserem conceitos formativos e aquisição de competências
e habilidades, levando o aluno a “aprender a fazer”,
“aprender a ser”, “aprender a conviver”
ou seja, “aprender a aprender”, preparando-o para
um aprendizado cada vez mais autônomo e contínuo,
estimulando-o em suas múltiplas inteligências.
FUNDAMENTAÇÃO
A nossa fundamentação teórica se baseia
no processo de mediação, segundo Reuven Feuerstein,
romeno, radicado em Israel, professor de psicologia, especialista
em desenvolvimento da criança.
Feuerstein rejeita a crença de que a pessoa nasce com
uma certa inteligência que permanece fixa pelo resto de
sua vida. Para ele, os indivíduos possuem o potencial necessário
à mudança e são modificáveis se lhes
for dada a oportunidade de se engajarem em um “modelo correto
de interação”, denominado “aprendizagem
mediada”. A “aprendizagem mediada” permite que
o homem desenvolva habilidades de pensamento eficientes que lhe
possibilitarão tornar-se um aprendiz autônomo e independente.
O modelo apresentado por Feuerstein permite ao professor-mediador
instrumentos para que as funções cognitivas que
formam os pré-requisitos ou blocos do pensamento eficiente
se desenvolvam, pavimentando o caminho da aprendizagem efetiva.
Alguns dos critérios de mediação identificados
por Feuerstein e utilizados pela escola são: intencionalidade/reciprocidade;
transcendência; significado; sentimento de competência;
regulação e controle do comportamento; compartilhar
comportamentos; individuação e diferenciação
psicológica; planificação e satisfação
dos objetivos; procura da novidade e da complexidade; automodificação.
NOSSO COMPROMISSO
Firmamos e afirmamos nossa preocupação com a formação
integral do educando:
- ao desenvolver conceitos de cidadania, solidariedade, companheirismo,
responsabilidade, direitos e deveres,
- ao estabelecer conteúdos significativos que levem o
educando a incorporar habilidades (capacidade de aplicar o conhecimento
em situações novas),
- ao acreditar na formação de um aluno leitor-escritor
capaz de:
- exprimir-se por escrito e oralmente,
- interpretar textos;
- identificar, formular, ler e resolver problemas;
- perceber, conceber, analisar e representar objetos;
- identificar a evolução histórica humana, produção tecnológica,
onhecimento científico;
- combinar leitura, observação, experimentação e registros científicos;
- preocupar-se com o meio ambiente e com o futuro da humanidade;
- ler e interpretar o espaço geográfico (conhecendo a importância
da presença humana que o modifica);
- recuperar, entender, relatar, rever, comparar e interpretar
fatos históricos à luz das necessidades, desejos, realizações
e idéias humanas;
- compreender e sensibilizar-se com todas as manifestações culturais
da sociedade humana e da comunidade local;
- entender e cuidar de seu corpo, de seu espírito e de seus
valores morais.
- ao exigir que todo professor seja um leitor/escritor que utiliza
variedades textuais independentemente do componente curricular,
levando para a sala de aula situações reais e atuais,
desafiadoras, que possibilitem o levantamento e a resolução
de problemas individuais ou coletivos,
- ao basear nossas ações na descoberta dos potenciais
humanos e no desenvolvimento das diferentes capacidades (cognitiva,
afetiva, física, de relação inter-pessoal,
estética, ética, de inserção social),
facilitando a aquisição de habilidades e competências,
estimulando as múltiplas inteligências.
Assim, preparamos nossos alunos para o processo de educação
permanente, uma exigência das constantes transformações
e inovações do mundo. Tendo como pilares os saberes
de “aprender a conhecer”, “aprender a fazer”,
“aprender a viver” e “aprender a ser”,
assumimos o compromisso com a aprendizagem de todos os alunos,
pois acreditamos que todos são capazes de aprender, e introduzimos
em nossas atividades didáticas os princípios da
morfogênese do conhecimento: unidade entre processos vitais
e processos cognitivos, interpenetração entre prazerosidade
e conhecimento.
“SE HÁ ALGO QUE DEVE DURAR POR TODA A VIDA,
É O IMPULSO DE SE SUPERAR A CADA INSTANTE.”